O programador pragmático – O início

O que faz um programador pragmático?

  • Pragmático (adj):  – Que é prático; que realiza algo objetivamente. – Que se preocupa com uma ação concreta e eficaz; prático. – Que considera o aspecto objetivo das coisas, por oposição ao abstrato; objetivo.

Partindo do princípio de que cada programador possui características únicas (assim como todo os seres humanos, sim também somos humanos) os autores elencaram algumas características as quais acreditam que todos programadores pragmáticos compartilham, tais como:

  • Adotar tecnologias antes de se tornarem populares (early adopters), mas também se adaptar rapidamente ao lidar com algo novo (fast adapters).
  • Curiosidade, tendem a se perguntar como as coisas funcionam, pois assim podem tomar decisões melhores baseados em novas informações.
  • Pensamento crítico, não assumem nada como cem por cento verdadeiro ou porque as coisas são “simplesmente assim”.
  • Realistas, tentam sempre entender a natureza de cada problema que enfrentam. Isso faz com que possam avaliar o grau de dificuldade de cada desafio. E isso os motiva.
  • São bons generalistas, se esforçam para se manterem atualizados sobre novas tecnologias ainda que continuem especialistas nas tecnologias do seu dia a dia. 

Sendo estas as características consideradas básicas a todos os programadores pragmáticos elas são inseridas como dicas pontuais ao longo dos demais capítulos, sendo as duas primeiras: 

#1- Importe-se com seu ofício

  • Não há nada mais importante em fazer software do que você se importar em fazer isso bem feito.

#2- Pense! Sobre o seu trabalho

  • Como um mantra para programadores pragmáticos, não como um pensamento pontual, pense sobre tudo o que você faz, sobre suas decisões, ou a forma como age com relação aos desafios que enfrenta em sua carreira. Ainda que pareça custoso, questionar-se terá um retorno muito importante sobre o tempo investido conforme você e seu time se tornam mais eficientes.

Um pragmatista, de acordo com os autores, é alguém que preza pela individualidade do trabalho, sem deixar de lado a importância do trabalho em grupo, mas que cuida e preza pela qualidade do que faz e de cada decisão individual que toma sobre a execução do seu ofício.

Como metáfora, pense nos construtores das catedrais da idade média. Elas levavam anos/homens para serem construídas e cada cortador de pedra, pedreiro, carpinteiro e vidraceiro acreditavam em sua contribuição individual para a completude e sustentação do todo ao longo do tempo. Assim como a passagem do conhecimento para cada nova geração de trabalhadores que se juntavam a grande empreitada eram ensinados da importância de cada detalhe que passavam a assumir dali em diante.

Esse pragmatismo, deve ser visto como uma execução contínua e responsável do trabalho diário com foco em seu impacto com a visão do todo a longo prazo.

“Um turista visitando o Eton College, no Reino Unido, perguntou ao jardineiro como ele conseguiu aquele gramado tão perfeito. 
– Isso é fácil. Respondeu. – Regue toda manhã, apare todos os dias e enrole a grama uma vez por semana. 
– Mas é só isso? Impressionado disse o turista.
– Sim! Respondeu. Faça isso por 500 anos e você também terá uma grama perfeita.”

Um programa é como um gramado, diariamente precisa de uma grande quantidade de pequenos cuidados. Inclusive onde ninguém vê, com relação ao cuidado com a terra, fazendo diariamente sua irrigação e adubamento quando necessário. 

Essa melhoria contínua é o que conhecemos através da cultura japonesa como Kaizen, que refere-se a filosofia ou práticas que incidem sobre a melhoria contínua de processo. Filosofia responsável pelo grande aumento da produtividade da manufatura japonesa no pós segunda guerra. Tendo um de seus princípios centrais o “mantra”:

“Hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje!”

E sob este mote, seguiremos com as reflexões e aprendizados passados ao longo de todos os capítulos do livro, sempre com comentários e reflexões baseadas em experiências reais pelas quais já passei.

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